Em vigor pela 2ª Copa do Brasil consecutiva, o regulamento do torneio vem gerando muitas críticas devido à classificação por ranking. Os visitantes, melhor colocados no Ranking Nacional de Clubes, da CBF, jogam pelo empate a partida única da 1ª fase. Dos 20 jogos que já foram disputados na edição 2018, 7, mais de um terço, terminaram empatados.

Desde 2017, por conta da falta de datas, as duas primeiras fases da Copa do Brasil são disputadas em rodada única, mas com critérios de desempate diferentes. Se, na 1ª fase, o ranking classifica, na 2ª, cujo mando de campo já foi definido por sorteio, o empate leva aos pênaltis.

Para tentar consertar o bizarro regulamento da 1ª fase da Copa do Brasil, o blog sugere algumas medidas:

1) PÊNALTIS

Desta, não há como escapar. É preciso acabar, para 2019, com a vantagem do empate para o visitante. Pelo Estatuto do Torcedor, é possível fazê-lo, pois 2018 é o 2º ano com o mesmo regulamento.

Os defensores do regulamento atual alegam que o mandante tem o fator local a seu favor e, portanto, a vantagem do empate para o visitante equilibraria as coisas. Na prática, porém, alguns mandantes trocam o direito de jogarem em casa por uma cota oferecida por algum empresário.

Clubes do Rio, Boavista e Madureira mandaram suas partidas contra Inter e São Paulo, respectivamente, no Paraná. E aqueles que optam por jogar em seus estádios, nem sempre recebem grandes clubes com representativa torcida local. Exemplo: o Atlético Mineiro visitará o Atlético Acreano. Fosse um clube do eixo Rio-São Paulo, a expectativa de público seria bem outra.

Para muitos clubes pequenos, jogar como visitante na casa de um grande clube acabaria sendo mais rentável, afinal, o regulamento prevê 60% da receita bruta para o classificado do confronto e 40% para o eliminado. Um público, em casa, de 5 mil torcedores, rende menos do que um público de 10 mil, por exemplo, como visitante.

2) SORTEIO DE MANDO

Associado à colocação da disputa de pênaltis no regulamento da 1ª fase, o sorteio restabeleceria uma justiça na competição. Relembrando: a 2ª fase já é sorteada.

3) CRITÉRIO PARA ESTABELECER MANDO (OPÇÃO AO SORTEIO)

Na Copa Davis de Tênis, há um rodízio no local dos confrontos. Por exemplo: se Brasil e Argentina se enfrentaram em solo brasileiro, o próximo confronto entre ambos será em território argentino. Na Copa do Brasil, não daria para fazer o mesmo, pois muitos duelos são inéditos. Porém, é possível buscar um histórico recente para estabelecer o mando.

Peguemos o duelo Caldense x Fluminense, por exemplo, que já ocorreu na 1ª fase desta Copa do Brasil. Na última fase única que o Flu esteve presente, em Copas do Brasil, foi visitante, diante do Sinop, no Mato Grosso (2ª fase de 2017). Na última fase única que a Caldense esteve presente, em Copas do Brasil, foi mandante, contra o Corinthians (1ª fase 2016). Logo, por rodízio, o Flu teria de ser mandante em 2018.

Caso ambas as equipes tivessem sido mandantes ou visitantes, teria que ser buscado o jogo anterior de cada uma numa fase única e assim sucessivamente. O mesmo poderia valer para estabelecer o mando da 2ª fase. No atual sistema, por exemplo, o Fluminense de Feira, que eliminou o Santa Cruz, jogando na Bahia, atuará de novo, em casa, na 2ª fase, contra o Náutico, que já foi visitante na 1ª etapa – eliminou o Cordino, no Maranhão.

Uma solução seria: se a 2ª fase reúne um classificado como mandante e outro como visitante, nos jogos da 1ª fase, inverte-se o mando na 2ª. No exemplo citado no parágrafo acima, o Náutico serie mandante contra o Flu de Feira. Caso o mando tenha sido o mesmo para ambos, um sorteio pré-determinado, como ocorre hoje, seria suficiente.

 

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